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[REVIEW]: Britney Spears recupera a glória em novo álbum

Britney Spears está de volta! Na verdade desde 1999, quando lançou seu primeiro álbum “…Baby One More Time”, ela nunca mais foi embora.tumblr_obtvnllrse1qav3b2o1_1280

 
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Álbum “In The Zone” 2003

FILHO DO “IN THE ZONE”. Pronta para lançar “Glory”, seu nono álbum de estúdio na próxima sexta, dia 26, Britney Spears parece estar mais viva do que nunca. A cantora não nos entrega um trabalho tão bom desde 2007 com seu “Blackout”, ou para os mais exigentes, desde 2003 com “In The Zone”. O encantamento pelo novo disco é tanto que os fãs já falam que “Glory” é o filho desses dois álbuns juntos.
ACOMODADA. Até uns anos atrás, Britney não parecia tão preocupada com seu trabalho. Com seu álbum de retorno “Circus” de 2008, ela parecia que só queria fazer um grande hit que foi “Womanizer”, sem se preocupar com o restante do disco. Depois em “Femme Fatale”, a preocupação era a mesma, fazer mais hits, o que ela conseguiu com “‘Till The World Ends” e “I Wanna Go”. Com essa receita de músicas dando certo, ela se aventurou numa parceria com will.i.am em “Scream & Shout”, que foi outro tiro certeiro. Isso certamente faz qualquer diva do pop se acomodar. Foi então que a fórmula de hits começou a dar errado. Com o “Britney Jean”, seu péssimo oitavo álbum, Britney tropeça e erra feio com músicas atrasadas no tempo que já não agradaram mais o público (com exceção do hino das boates “Work B*tch”, claro).
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Britney Spears em seu show “Piece of Me” em Las Vegas

AINDA TEM ESPAÇO PARA BRITNEY? Faturando alto em sua residência “Piece Of Me” em Las Vegas, parece que “Britney Jean” não ensinou nada para a princesa do pop, quando ela errou de novo ao chamar Iggy Azalea para a parceria fraca e repetitiva “Pretty Girls”, que poderia ser facilmente deletada do histórico de canções do planeta sem ninguém sentir falta. Seria então o fim da princesa do pop? A resposta veio mais rápido do que a gente imaginava. Parece que desta vez, o fracasso doeu como nunca antes e nossa Britney voltou a ser competitiva. Ela quis de volta seu espaço no mundo da música pop. Mas como recuperá-lo numa época de “Lemonade” da Beyoncé, “25” da Adele e o mundo inteiro apaixonado por uma nova queridinha chamada Taylor Swift? A fórmula é simples: fazer um álbum novo realmente excelente. Nada difícil para uma cantora que já fez o “In The Zone”, não é mesmo?
O CAMINHO PARA A GLÓRIA. Britney então resolveu colocar a mão na massa, recuperar seus dias de glória e fazer um de seus melhores discos, uma vez que não existiria mais espaço para erros. Eis que quase um ano depois – uma eternidade para a gente – com fogo nos olhos novamente, Britney nos presenteou com um medley bombástico de seus hits no Billboard Music Awards 2016. Em seguida, ela nos entrega “Make Me…”, que não é nem uma balada nem uma farofa, a canção viaja entre os dois ritmos, o que nós conhecemos como “mid-tempo”. A música rapidamente chegou a #1 no iTunes de mais de 50 países, estreou em #17 na Billboard e entrou no Top 20 das músicas mais tocadas nas rádios dos EUA. Ainda esta semana, Britney abrirá direto de Nova York, o VMA 2016 fazendo uma performance que não se assemelha a nada que ela já tenha feito antes – segundo o produtor do evento. Em setembro ela ainda cantará em mais dois festivais de música: iHeart e Apple.

Mas a pergunta é: “Glory” consegue ser melhor que “Make Me…”? A resposta é um grande e sonoro SIM, mesmo que as músicas oficialmente liberadas como a estridente “Private Show” e a confusa “Clumsy” tentem te dizer o contrário.

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Britney Spears no comercial no seu novo perfume “Private Show”

INVITATION (8/10). “Glory” nos é apresentado com a música “Invitation”, uma canção suave e leve para introduzir todos os tiros que iremos levar ao longo do álbum. É hit atrás de hit.
MAKE ME… (feat. G-Eazy) (8.5/10). Carro chefe do álbum. Depois da gente pensar muito, concordamos com a Britney em escolher “Make Me…” como primeiro single. Realmente é ela quem reflete a alma do “Glory”, apesar de não ser nem de longe a melhor canção do disco. Mas infelizmente “Make Me…” ganhou um clipe desprezível e sem lógica, o que pode interferir seriamente nas vendas do álbum, já que o clipe não agradou ao público em geral e a primeira impressão é a que fica. A gente espera que uma apresentação digna no VMA 2016 possa reverter isso.

PRIVATE SHOW (3/10). Se o “Glory” errou em algum ponto, foi aqui. Nem tudo é perfeito. “Private Show” é estridente, enjoativa, repetitiva e com um auto-tune agudo exagerado do começo ao fim. Talvez a versão demo da música, mais limpa, seja mil vezes melhor que esta versão finalizada… talvez!
MAN ON THE MOON (9/10). Depois de errar, “Glory” volta a acertar. Seguindo a mesma linha de “Invitation”, temos “Man On The Moon”, só que bem mais gostosa, o tipo de música que você vai levantar os braços, fechar os olhos e se deixar levar na vibe realmente boa que a música traz.
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Britney Spears para a revista V

JUST LUV ME (9.5/10). Britney não quer nada do seu crush, ela só quer que ele a ame em “Just Luv Me”. É pedir muito? A música pode ser facilmente comparada a “Hands To Myself” da Selena Gomez para os mais novos ou qualquer música mais safadinha do álbum “Damita Jo” (2004) da Janet Jackson, para os veteranos.
CLUMSY (5/10). É música-farofa que você está procurando? Então “Clumsy” pode ser a faixa que você vai ouvir antes de sair de casa, enquanto toma banho ou troca de roupa. É legal, mas pode ser um pouco irritante para alguns ouvidos. É a música que tem mais auto-tune fazendo a voz da Britney se encaixar perfeitamente no elenco de “Alvin e Os Esquilos”. “Clumsy” é um deslize, mas não chega a ser um erro como “Private Show”. Existe quem morra de amores pela canção.
DO YOU WANNA COMER OVER? (10/10) Se você não curtiu “Clumsy”, certamente “Do You Wanna Come Over?” vem logo em seguida para se redimir como um pedido de desculpas. A música é um tiro. Ela beira a perfeição e poderia ser facilmente apresentada no famoso desfile da Victoria’s Secret. Já imaginou a Britney cantando lá enquanto as modelos desfilam na passarela ao som de “Do You Wanna Come Over?”. Potencial para isso a música tem!
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Britney Spears durante o Billboard Music Awards 2016

SLUMBER PARTY (10/10). De longe, é a música com maior potencial para ser o segundo single do “Glory”. “Slumber Party” tem tudo para tocar muito nas rádios. Ela tem três tempos, começa lenta como uma balada, parte para o R&B no pré-refrão e se joga no reggae no refrão principal. Ela vai te fazer mexer, mas de um jeito bom e gostoso. A canção é uma viagem bem fucking crazy.
JUST LIKE ME (9/10). A música começa com toques de violão num estilo mais country, mas logo se encaminha para o pop. “Just Like Me” está na medida certa, não ultrapassa o ponto. Esta nona faixa é quase um apelo para o boy não trocar a gente por outro. Britney está sofrendo e consegue transmitir este “desespero” na sua voz. Provavelmente a música com mais sentimento nos vocais de todo o disco.
LOVE ME DOWN (8/10). Mais uma vez Britney nos leva para o R&B, mas sem esquecer do pop. “Love Me Down” tem um pre-refrão com boas batidas e um refrão bem grudento “lo-lo-lo-lo-love me”. Não vai ser um caso de amor à primeira vista, mas a música vai ficar presa no seu subconsciente. Logo você vai se pegar cantando.
HARD TO FORGET YA (8/10). É inteiramente pop. Lembra bastante o som do álbum “The Fame” da Lady GaGa, inclusive a Britney arrumou um jeito de colocar a expressão “poker face” na letra da canção.
WHAT YOU NEED (9.5/10). Aqui é a Britney se aventurando de novo. Se ela tentou fazer isso em “Private Show” e errou, em “What You Need” ela acertou em cheio. Com vocais limpos e fortes, a música é energética e remete aos anos 40 com uma pegada de blues. “What You Need” é um presente para os fãs e um cala-boca aos haters.
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Britney Spears levando para casa seu prêmio de Artista do Milênio no BMA 2016

BETTER (9/10). Não tem jeito, você vai lembrar rapidamente de “Sorry” do Justin Bieber, mas “Better” tem aquela pegada Britney-pop que a gente ama, o que a deixa bem melhor se você é um fã do pop genuíno. É uma das músicas mais gostosas do álbum.
CHANGE YOUR MIND (NO SEAS CORTES) (8/10). Depois de 9 álbuns, Britney finalmente fez o que a Christina Aguilera se arriscou com sucesso em seu segundo álbum, o “Stripped”. Britney ousou no ritmo latino e até falou algumas frases em espanhol. “Change Your Mind (No Seas Cortes)” pode ser considerada a “Criminal” do Femme Fatale, aquela música que destoa totalmente do resto do álbum, mas que é boa demais para ficar de fora.
LIAR (8/10). Os fãs mais novos que gostam da Demi Lovato vão fazer de “Liar” sua música queridinha. É que a canção podia estar facilmente na voz da Demi. Parece ser uma música boa que foi injustamente descartada do “Confident”. Britney mais pop impossível. Mas para deixar a música com uma cara mais “fresh and cool”, o produtor adicionou ritmo de batida faroeste no começo e no fim da canção. Funcionou!
IF I’M DANCING (7/10). Uma música que alterna a batida forte do funk – mas não tão forte quanto o funk brasileiro – com um vocal bem leve e suave da Britney. “If I’m Dancing” vai de forte à lenta rapidamente sem deixar perder o ritmo.
COUPURE ÉLECTRIQUE (8.5/10). Se a Britney se arriscou no espanhol em “Change Your Mind (No Seas Cortes)”, aqui ela se jogou totalmente no francês. A faixa encerra o “Glory” numa despedida que vai te fazer se apaixonar e sentir saudade dele. Uma verdadeira armadilha para você voltar para o começo do álbum e ouvir tudo de novo. E já que estamos novamente na era Pokémon, “Coupere Électrique” poderia ser facilmente cantada pelo fofinho do Jigglypuff, não é mesmo?

NOTA: 8.0

Músicas que devem ser single: “Slumber Party”, “Just Luv Me” e “Do You Wanna Comer Over?”

REVIEW por Thiago Maciel do Aquarium Gays

Assista nosso video de 6 minutos com TODAS as músicas do “Glory”: 

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3 thoughts on “[REVIEW]: Britney Spears recupera a glória em novo álbum”

  1. Duh says:

    Excelente review!!! Não esperava um álbum tão ousado da Neyde, agr só falta ela se esforçar nas apresentações.

     
  2. Duny says:

    É um bom álbum, quando estamos falando de Britney Spears. Difere de toda uma discografia pop-chiclete e com farofa. Depois da apresentação do VMA, percebi que Britney ainda não consegue dar toda aquela emoção nos palcos, como um dia deu lá no começo do século. Mas de qualquer jeito, Britney está (como diz o ditado) com a faca e o queijo na mão. Agora é esperar para uma boa divulgação e uma turnê. Sem querer ser clichê, mas o playback ainda é um ponto bem negativo pra ela. Vamos ver no que vai dar essa era.

     
  3. D says:

    Achei o álbum realmente incrível! Só fico triste pelo descaso com o mesmo, pedimos tanto por divulgação aí vem uma toda errada e confusa! Lança um clipe meia boca para o carro chefe do álbum, umas apresentações/ coreografias nada a ver, uma demora pra lançar segundo single (se tiver) pior que Make Me é tão boa poderia ter sido melhor aproveitada … de qualquer forma, fico feliz por ela estar feliz ♥️

     

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